quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A eterna fuga da balança

É só comer um pouco a mais que ela aparece... perseguidora incessante que está em todo lugar, do tipo deus-onipresente. A balança, também conhecida como peso na consciência, cramunhão, pior invenção do homem.
Sua presença é inversamente proporcional ao sabor do que é consumido.
E é assim, quanto mais verde, vivo e ruim o que vc comer, menos ela te persegue. Quanto mais doce e frito, mais ela domina o pedaço.
Meu sonho é subir em uma balança e perceber q ela está quebrada... subir em outra e... quebrada. Subir em todas do mundo e... NADA. Fim, não existem mais balanças. É o começo de uma nova era: a era do comer e ser feliz. E ninguém, nenhum japa vai querer inventar um novobeuzebu substituto.
A paz reinará na terra, no mesmo dia que nasce o ódio pelo espelho-revelador-das-gorduras-localizadas. Quem colocou isso aqui? É um sonho? Putz, só se for grande, frito e recheado de goiabada.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Oração do paciente

Deus dai-me paciência para agüentar papos chatos. Força para suportar barulhos que atormentam, pessoas que não se tocam, conversas repetitivas, vozes insuportáveis. Perdão por invejar quem não ta nem aí pra nada disso. Obrigada por eu saber que é errado querer matar pessoas ou socar a cabeça delas toda vez que esquecem de colocar o celular no silencioso.
Peço que não me castigue com a surdez, o sofrimento de passar por tudo isso já é praticamente estar no purgatório.
Livra-me de tudo isso e, se forem os hormônios, que passe logo. Amém.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vontade de ser avestruz

... quando vc cumprimenta alguém e o aperto de mão é molhado e mole

E quando tem algo crocante inesperado no que você acabou de colocar na boca e tem gente assistindo você mastigar.
E quando sua memória não lembra do ser que se dirige a você, sorrindo e dando início a um abraço caloroso “oi {seu nome no diminutivo} como estão as coisas lá?”.
E quando a etiqueta da camisa pólo do cara da frente está mostrando a língua pra você.
E quando a barra da saia da moça que saiu do banheiro está presa na calcinha.
E quando você ouve a moça ao lado que não está grávida tendo que responder para um ser legalzão que perguntou “pra quando é o bebê”.
E quando seu olhar cruza com o do motorista do carro ao lado e que está tocando um funk no último que diz “mete a B*&^#@ no meu C#@!$&*”
E quando alguém com quem você conversa e tem pouca intimidade possui um alface no dente sorrindo para você.
E quando uma mãe bate sem dó numa criança na sua frente.
E quando uma criança bate sem dó numa mãe na sua frente.
E quando uma pessoa super gorda de empanturra de coisas gordurosas e doces.
E quando um cheiro suspeito irrompe o ar e só tem uma pessoa do seu lado (e vc sabe que não foi vc).
E quando seu e-mail maldoso é enviado, quase que por ato falho, à pessoa que é o SUJEITO FOCO da fofoca.
E quando... post infinito (morro mas não vejo tudo).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Desilusão de ótica

Hj estou usando uma blusa listrada do tipo “ilusão de ótica”. To até tonta. Ao digitar no computador, minha visão periférica capta as listras e dá uma vertigem do tipo “calor no asfalto latejado em preto e branco”. E essa “pira cerebral" me fez lembrar uma de minhas filosofias: sobre dor.
Desconsiderando os episódios quando eu machuco meu corpo e o ferimento é visível (como um corte no dedo, um raspado no joelho ou uma mancha roxa na perna), há algumas dores que eu sempre coloco em dúvida. Hei, vc é real?
Dores internas, pontadas, fisgadas em possíveis órgãos (que eu nem sei direito onde ficam dentro de mim).
Sua pontada estranha, será q vc existe ou é criação da minha cabeça? E ela vem, e vai. Às vezes nem volta. Como veio, passa.
E eu fico com a impressão (falsa ou verdadeira?) de que fui capaz de controlar, de que não era real, de que, como muitas outras coisas, é mais um fruto passado da minha fértil imaginação.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Toca ae, rapeizi!



Percorrendo os caminhos dessa vida, vez ou outra me vejo apreciando as aberrações que me cercam. E me divirto, quando não me indigno!
Em alguns momentos até compartilho meus pensamentos com seres da minha espécie, conhecidos tmb como amigos!

Costumo dizer “Esse aí poderia ser figurante do MIB” (MIB=Filme Men in Black) ou “Nossa, de que disco voador ele caiu?” ou em casos extremos “Acho que esse faz fotossíntese”.

Pessoas estranhas esteticamente, pessoas que pensam coisas muito diferentes, pessoas com atitudes esdrúxulas, pessoas... diferentes de mim.
Algumas vezes (nem sempre), caio na real e chego à conclusão de que o ET nessa história toda SOU EU.
ET... phone... home... (com olhinhos brilhando)
E continuo esperando o dia em que farei parte de um mundo ao qual realmente me sentirem em casa! Amém!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Novas leis de Murphy

O cara revolucionou seu tempo! E agora, vamos a algumas das Leis de Murphy dos anos 2000:
- Todo o corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
- Se estiver escrito "Tamanho único", é porque não serve a ninguém.
- Publicitário, você vai sofrer para ganhar um cliente. E quando ganhar, já estará devendo trabalho para ele.
- Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.
- Uma pessoa saudável é aquela que não foi corretamente examinada.
- Nenhuma bola vai parar em um vaso que você odeia.
- Seja qual for o defeito do seu computador, ele vai desaparecer na frente de um técnico, retornando assim que ele se retirar.
- A probabilidade que você se suje comendo é diretamente proporcional à necessidade que você tenha de estar limpo.
- Existem dois tipos de adesivo: o que não cola e o que não sai.
E vc, já deu uma de Mr. Murphy? Manda pra gente rir juntos!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Lóqui - do português coloquial "muito doidooo, mano"



Desde os tempos de colégio eu curto a língua portuguesa. (obrigada Professora Marta). Tenho facilidade e consigo ter uma boa noção de conjugações, concordâncias e outros desses nomes difíceis da gramática! Já me sinto um degrau acima da média de alguns serial killers da língua portuguesa. Especialmente quando passo os olhos por 1 ou 2 minutos nas redes sociais. PRENDE! que as provas são evidentes e os erros, recorrentes!
Então, curto ler curiosidades sobre línguas. Uma matéria que li no site da Mundo Estranho essa semana me fez rir e será um prazer dividir isso com vcs (e guardar aqui nesse meu cantinho).
Delicie-se vc tmb!

Quais são as palavras mais loucas que a gente não tem? por Luana Villac
Desde o termo japonês para o medo de que o pinto esteja encolhendo, o que não falta é palavra com significado maluco no mundo! Confira a lista dos vocábulos mais diferentões do planeta e veja se consegue resolver a nossa cruzadinha - cuidado apenas para não dar uma de neko-neko!

Dois em um
Já pensou numa só palavra para dizer "nada" e "tudo"? Pois em zarma, dialeto nigeriano, o vocábulo hay kulu significa "nada", "tudo" e "qualquer coisa"! Veja outros casos bizarros em que coisas opostas são expressas por um único termo.
Irpadake (em télugo, dialeto indiano): maduro e verde
Sitoshna (em télugo): frio e quente
Merripen (em romani, língua cigana): vida e morte
Danht (em vietnamita): igreja e bordel
Magazinschik (em russo): lojista e ladrão de lojas

Palavrório-cruzado
Puccekuli: "Dente que nasce após os 80 anos", em télugo, dialeto indiano
Neko-neko: Em indonésio, alguém que tem uma ideia criativa que só piora tudo
Backpfeifengesicht: Em alemão, um cara que merece um soco
Paski: Em télugo, dialeto indiano, castigar uma criança obrigando-a a se sentar e depois se levantar segurando as orelhas com os braços cruzados
Umjayanipxitütuwa: "Eles é que me fizeram beber", desculpinha fajuta usada em aimara, idioma falado na Bolívia e no Peru
Mamihlapinatapei: Em fueguino, dialeto chileno, o olhar de desejo mútuo em que ambas as partes sabem o que querem, mas não dão o primeiro passo
Linti: Em persa, um vida-mansa que passa o dia todo embaixo de uma árvore, sem fazer nada
Tingo: No idioma rapanui, da ilha de Páscoa, pedir emprestado as coisas de um amigo até o coitado ficar sem nada
Egkoniomai: Em grego antigo, jogar areia sobre si mesmo
'Akapu'aki'aki: "Arrotar sem parar", em maori, idioma falado na polinésia
Kontal-kontil: Em malaio, o balanço dos brincos ou o sacudir do vestido de uma mulher quando ela anda
Iktsuarpok: Em inuíte, idioma dos esquimós, o ato de ir muitas vezes à porta para ver se um convidado chegou
Olfrygt: Em dinamarquês arcaico, da época dos vikings, o medo de faltar cerveja
Nedovtipa: "Alguém que não entende uma indireta", em checo
Koro: Em japonês, o medo histérico de que o próprio pênis esteja encolhendo para dentro do corpo - oucht!
Vomitarium : Em latim, a sala onde um convidado vomita para esvaziar o estômago e voltar a encher a pança
Daraba : "A parte líquida do excremento da galinha", em ulwa, dialeto nicaraguense
Nakhur: Em persa, uma camela que não dá leite enquanto não fazem cócegas em suas narinas

Cadê a legenda?
Confira a lista das dez palavras mais difíceis de traduzir
Ilunga (em tshiluba, dialeto do Congo): alguém capaz de perdoar uma ofensa pela primeira vez, de tolerá-la uma segunda vez, mas nunca uma terceira
Shlimazl (em iídiche): aquele que tem má sorte crônica
Radioukacz (em polonês): pessoa que trabalhou como telégrafo para os movimentos de resistência no lado soviético da cortina de ferro
Naa (em japonês): termo usado para enfatizar afirmações ou para concordar com alguém
Altahmam (em árabe): designa um tipo de tristeza profunda
Gezellig (em holandês): algo entre acolhedor, íntimo e agradável
Saudade: só portugueses conseguem senti-las bem. Porque têm essa palavra para dizer que as têm." O poeta Fernando Pessoa sabia do que falava ao escrever esses versos. É que "saudade" só rola com quem tem o português como língua materna. Os gringos têm que se virar com aproximações como miss ("sentir falta", em inglês) e regret ("pesar", em francês) na hora de descrever o sentimento. Não à toa, em 2004, o vocábulo foi eleito o sétimo mais difícil de traduzir, numa pesquisa com mil tradutores de todo o mundo. Veja as outras palavrinhas mais intraduzíveis do planeta:
Selathirupavar (em tâmil, idioma do Sri Lanka): substantivo para designar o ato de cabular muitas aulas
Pochemuchka (em russo): pessoa que faz muitas perguntas
Klloshar (em albanês): tipo de perdedor